Trama - Ano IV

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Re: Trama - Ano IV

Mensagem por Eskarina MacOgma em Sex Jan 21, 2011 6:36 pm

Narrador escreveu:O tempo voava na Primavera, e o Verão já vinha bater a porta da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. O sol estava cada vez mais quente e agitavam os alunos que não viam a hora de concluírem as aulas e aproveitarem as férias. Mas enquanto suas mentes leves e despreocupadas planejavam assaltos de doces da cozinha ou táticas de como acertar bexigas “especiais” nos alunos mais novos, uma outra reunião acontecia nas estufas, ao lado do Castelo.

Local estranho para se fazer uma reunião de professores. Afinal, o calor não era assim tão insuportável dentro das paredes de pedra, para que precisassem de ar puro... mas era a urgência e o perigo das palavras que seriam ditas nessa reunião que exigiam um local protegido. E durante uma hora, foram colocadas todas as cartas na mesa, o mal havia definitivamente se infiltrado em Hogwarts! Como nunca tinha feito desde a época de Salazar Slytherin ou Tom Riddle. Uma era de trevas se desenhava sobre aquele solo sagrado.

A tarde já caía, e poucas horas de sol restavam para os intrépidos e destemidos professores conseguirem fazer seu ataque surpresa. Mas era preciso proteger as crianças antes. Os quatro chefes de casa convocaram imediatamente seus monitores: Natalie Carlisle, John Siammen, Annelise Antoine e Lanna Hartman. Eles deveriam, juntos com os outros monitores, levar todos os alunos para a segurança de seus Salões Comunais! É claro que um grande toque de recolher poderia ser dado, mas isso alertaria o inimigo. Seria uma missão quase impossível para os monitores, mas precisavam tentar. Não sabiam o que estavam acontecendo, sua única ordem fora: “Levem todos os alunos em segurança para o Salão Comunal, agora! E o façam sem alarde!” Os quatro saíram em disparada para tentar cumprir sua missão.

Enquanto isso, o mal alastra suas raízes. O professor Tyler Bennet alerta seu mentor, e este convoca todas as forças das trevas à sua disposição. Seu poder parecia se estender por muito alem dos terrenos do castelo. Uma onda de choque se fez sentir, um abalo de energia que durou poucos segundos, mas que fizeram Eskarina MacOgma e Manuela Gouveia se entreolharem: o tempo estava terminando!

E muito mais rápido do que podiam supor!
Frente 1: Thomas Miller convocava todos os aurores e se postaram na entrada do Castelo.
Frente 2: Seguidos por Charlie Windsawn, Beatrice Cauldweel, Steven Moritz, Horácio Martinne, Damian Palacci, Mathew McQueen que se dividiam em um segundo posto entre o caminho para a entrada e a Floresta Proibida.
Frente 3: Eskarina MacOgma, Manuela Gouveia, Helena Chevalier, Ram Bonjam, Tatsuya Fujiwara, Ernest Butler e Marcus Alott se encaminharam para o segundo andar, para um confronto direto com Sir Arthur Bassington e Mihaita Vrajitoare.
Frente 4: Brianna Winkys, Zolf Kimbley e Stuart Sutcliffe se colocaram na entrada do castelo, ajudando a encaminhar as crianças para os Salões e aguardando na retaguarda.

Mas logo souberam o significado da onda de energia! Por todos os cantos do castelo começaram a aparecer Diabretes da Cornuália, Gnomos, Explosivins, Acramântulas de 1 metro de altura, lobos, Trasgos e Duendes da Bavária! Pegos de surpresa, as crianças corriam e gritavam por todos os lados. Os mais corajosos tentavam lutar!
Aos infantes, se uniram os fantasmas do castelo, Frei Gorducho, Dama Cinzenta, Barão Sangrento, Sir Nicholas, Surda-que-Treme, Leôncio Pontífice II, Fiona McStarling, entre outros. Os poltergheist ainda tentavam tacar objetos, enquanto os demais apenas alertavam as crianças para ajudarem a defendê-las.

A essa altura, a escola toda já sabia que estava sob ataque, e gritos de guerra ecoavam por todos os corredores! Daqueles que defendiam, e daqueles que assumiam sua verdadeira face como bruxos das trevas, de funcionários a alunos, entre eles Ian lufkin, Josey Skellington, Amélia Widhers, Alucard Moon, Polliana McGuints, Volrath Kamers.


Narrador escreveu:

________________
THE BATTLE BEGINS
THE AGE OF DARKNESS RETURNS
¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯


O castelo havia se perdido num pandemônio. Feitiços, gritos, lamúrias, maldições e medo enchiam o ar. Os feridos estavam por todas as partes e mesmo assim, muitos ainda demonstravam bravura tentando conter a investida das forças das Trevas.

Criaturas transfiguradas, outras hipnotizadas, e algumas apenas oportunistas, agora causavam terror pelo prédio milenar. O intuito que o Diretor desejava ao conjurar tais monstros tinha dado resultado melhor do que o esperado, e também causava mais destruição do que o esperado.

Os tais Dragões, mesmo sendo produto de feitiços transfiguratórios, tinham arrancado boa tarde das estruturas de onde se encontravam e agora, no salão principal, não exibia mais o céu encantado, mas era possível ver o céu real por um lado da parede que viera abaixo.

Chamas irrompiam de todos os lados, sejam das cortinas ou Múmias. Lobisomens acuavam crianças. Os bruxos adultos, a muito custo chegaram ao foco do ataque, e ordens eram passadas e ações eram feitas.

Os que foram designados anteriormente para cuidar dos alunos tentavam fazê-lo agora, mas o histerismo tomava conta da razão. O enfermeiro Damian Pallaci, com a ajuda dos elfos do castelo, liderados pela pequena Carly, procuravam os feridos para tirá-los do fogo cruzado e receberem cuidados.

O zelador Horácio , o Guarda-caças McQueene o sub-chefe dos aurores no castelo Theodore comandavam o grupo de bruxos levariam o restante das crianças para seus salões comunais e os protegeria, além de exterminarem as ameaças que se espalhavam pelo prédio.

Os bruxos Charlie Windsawn, Beatrice Cauldweel, Steven Moritz, Eskarina MacOgma, Thomas Miller, Manuela Gouveia, Helena Chevalier, Ram Bonjam, Tatsuya Fujiwara, Ernest Butler e Marcus Alott, passando por várias barreiras e derrubando várias criaturas, chegaram ao salão principal exatamente no momento de assistirem uma cena que jamais esqueceriam.

Todo o ataque arquitetado tivera apenas uma intenção, que seria dar tempo para o cair da noite e fora feito com sucesso. Uma rajada de vento frio invadiu o salão, parecia um sussurro mortal e todos, sem exceção se calaram por alguns segundos.

A Vice-diretora olhou para fora do castelo e viu que a Lua subia cheia e agourenta emoldurada pela parede destruída do salão. E seu brilho, misturado ao crepúsculo de um dia quente de verão, a tornava vermelha, no que chamavam “Lua de Sangue”.

Seguindo seu olhar, Manuela também viu o sinal e entendeu o quanto ruim era o prenuncio, porém, as mulheres não tiveram tempo sequer de trocarem olhares, pois consecutivamente, bruxos bandidos e aliados do Bruxo-Vampiro e sua Dama, aparatavam em suas frentes.

O líder da corja foi o primeiro a dar as boas vindas, com um riso alucinado, Klaus Dymond se colocou a frente do séquito das trevas. Ao seu lado direito, em poucos segundos surgiu um dos bruxos mais procurados pelo Ministério nos últimos três anos, Bruce Siammen, cruel e mortal, além de ser um aliado poderoso de Bassington, tinha um assunto a resolver no castelo, que chamava-se John Siammen

Saindo das sombras, com ar presunçoso no rosto e sangue nas vestes, vinha Tyler Bennet que ao invés de se juntar a liga defensora, foi postar ao lado esquerdo de Klaus, o insano. Um misero momento de perplexidade tomou conta dos antigos colegas do professor de voo, para entenderem que Ele era o traidor, Ele era o responsável pela falha do plano original e por todo caos que agora acontecia.

Como se não bastasse as revelações desagradáveis, mais dois professores se juntaram aos pérfidos e eram eles: Zolf Kimbley, professor de Astronomia e o até então moribundo Arjuna Stewart. Choques e mais choques. Pessoas a quem todos ali confiavam eram na verdade asseclas de Sir Bassington.

O ultimo dos aliados negros a completar o grupo não aparatou, mas veio seguido por gritos e rugidos, e logo um belo e imenso Tigre branco juntava-se ao espetáculo. Eskarina perdeu o ar, pois conhecia muito bem quem era aquele, mas não conseguia acreditar que estivesse ao lado das trevas, não ele, o animago Nataniel Antoine.

Contudo, nas sombras ainda havia um inimigo que observava. Tinha sido avisado por outro traidor, e valendo-se da oportunidade e de sua própria perspicácia, agora esperava pelo momento certo de agir. Ele pouco se importava com o a guerra que corria ou com a vida e morte de alunos ou funcionários e muito menos com entradas teatrais como peças de terror de gosto duvidoso. O que ele buscava era vingança contra uma pessoa, que ele já observava atentamente e mais que tudo, encontrar duas garotinhas que tinham algo que pertencia a ele, Nikolov Garriman

As criaturas que ainda estavam no salão, lentamente se arrastaram para os cantos, ladeavam a formação, mas agora pareciam amedrontados por alguma coisa. E os olhares de Manuela para Esk, deixaram claro que ela também sentia essa energia maligna chegando. Todos se entreolharam em expectativa e, então, aconteceu.

Uma nuvem negra e pesada, recendendo a morte ocupou o salão e uma risada cortante, gélida e cruel, anunciou a chegada de Elizabeth Bathory e Sir Arthur Bassington

Ambos, imponentes e poderosos, trágicos e belos, apareceram sobre o tablado, onde fica a mesa dos professores, como um sinal de poder. Um pequeno corredor se formou quando o casal começou a falar, porém, em momento nenhum os bruxos das trevas desviavam o olhar dos bruxos fieis a Hogwarts.

– Ora, ora, ora. Começaram uma festinha e nem me chamariam? Creio que foi idéia da Srta MacOgma, sempre tão festeira, uma pena ter estragado a surpresa, mas eu e minha amada também gostaríamos de brincar, não é, Dragostea mea? – As palavras eram pura zombaria e o olhar mostrava que ele se divertia, algo incomum a ser visto.

– Certamente, Iubit. E Eskarina, Manuela, Helena... Sempre achei que eramos amigas, isso – Mihaita fez um movimento que abrangia todo o salão e falseou o tom da voz a ponto de se tornar enjoativo. – Me magoa tanto... E por isso, oh, como sinto tanto ter de ser eu a dizer, mas vamos matar todos vocês. – E sorriu docemente.

– Não façam prisioneiros, desse bando de fracos e inuteis, nenhum me interessa, acabem com a raça de todos. Quanto as crianças, algumas podem ser uteis, porém, as que se colocarem no caminho devem ser eliminadas. Um novo tempo se inicia e não queremos ramos tortos ou doentes. – A bruxa-vampira ao lado, sussurrou algo para o diretor e ele voltou às palavras, um pouco monotono, destinada a Klaus e sua gangue. – E que sejam trazidas algumas meninas, vivas. Incluindo as tais do lago e maldita francesa da boca grande, vocês sabem quem são.

Esses momentos de discurso trouxe todos de volta a realidade, ao o que realmente estava acontecendo e todos dos bruxos do bem, empunharam suas varinhas com a promessa de defenderem os alunos da escola ou morrerem tentando.

E agora os dados do destino seriam lançados, Bem e Mal mais uma vez enfrentado-se sob o teto – um pouco despedaçado – de Hogwarts.

Quem sobreviveria? Quem venceria essa luta?

Relação dos Duelos.


Eskarina MacOgma
VICE-DIRETORA
X
Sir Arthur Bassington
DIRETOR
______________________________

Brianna Winkys
PROFESSORA
Roger Waters
BIBLIOTECÁRIO
X
Arjuna Stewart
EX-PROFESSOR
______________________________
Tatsuya Fujiwara
EX-PROFESSOR
X
Tyler Bennet
PROFESSOR
______________________________
Thomas Miller
AUROR
X
Nikolov Garriman
INCÓGNITO
______________________________
Steven Moritz
PROFESSOR
X
Edwin Zolf Kimbley
PROFESSOR
______________________________
Marcus Alott
PROFESSOR
X
Bruce Siammen
INCÓGNITO
______________________________
Damian Palacci
ENFERMEIRO
X
Nathaniel Antoine
AUROR SOB IMPERIUS
______________________________

Ernest Butler
EX-PROFESSOR
Helena Chevalier
PROFESSORA
X
Klaus Dymond
SEGUIDOR FIEL DE BATHORY
______________________________

Manuela Gouveia
PROFESSORA
Charlie Windsawn
PROFESSOR
X
Elizabeth Bathory
EX-PROFESSORA POSSUÍDA

Enquanto a batalha acontecia por todo o castelo, duas bruxas ao acaso se encontraram. Anna Shoronova não conseguia entender o que estava acontecendo, e a gritaria estava lhe dando nos nervos e nem todo estoque de Bruxa´s calm que ela tinha ia dar jeito nisso. Ela queria achar o culpado pela agitação dessas crianças.

Foi quando econtrou com a boa e otimista Beatrice Cauldwell que vinha pelo corredor fazendo comentários de animo para todos, incentivando a terem força e coragem e guiando as crianças corredores a fora, sempre com um sorriso no rosto, e volta e meio conjurando copinhos encantados com chás calmantes para os mais desesperados.

Bingo! Era ela! Ela era a responsavel por toda essa balburdia! Shoronova apostaria suas perucas novas – e as velhas também – que aquele chá era de cogumelo! E a velhota a vira e nem mesmo lhe oferecera um pouco? Isso já era demais. A bruxa desajustada resolveu que teria uma boa conversinha com a senhora saltitante, mas não antes de lhe mostrar uma lição.

E assim, em meio ao caos e o terror, duas das figuras mais excêntricas da história do castelo se enfrentariam num duelo, pintados por feitiços pinks e purpuras, com nenhum tom pastel para quebrar o brilho!


Beatrice Cauldwell
PROFESSORA "PINK POWER" VICIADA EM CHÁ
X
Anna Shoronova
EX-PROFESSORA VICIADA EM BRUXA'S CALM




Klaus Dymond escreveu:
Ernest Butler e Helena Chevalier
X
Klaus Dymond



Estava enfim de volta àquele castelo, não era saudosismo ou boas recordações que o ligavam ao lugar e sim, ódio, vingança e sua leal – e obsessiva – devoção a Elizabeth Bathory. Ela o acolheu quando ninguém mais o fez, antes mesmo Dela ter realmente despertado.

Ele era seu mais fiel seguidor – ficando atrás apenas, talvez, do próprio Bassington – desde quando ainda era um rapazote e no desespero de ver seu mundo ruir, ver sua vida tirada de suas mãos e ser jogado numa instituição fedorenta e asquerosa, nos recantos mais esquecidos da comunidade bruxa, onde aqueles que eram dispensáveis eram jogados, ele encontrou “paz” no nome dessa bruxa.

Num dos dias de castigo – E todos os dias eram de castigo – enquanto era obrigado a servir um dos reitores do internato, buscando fugir da humilhação que era exposto, vislumbrou numa das prateleiras um livro de capa negra e o nome lhe chamou a atenção: "Maldições e Profecias – Renascimento das Trevas”. Isso foi como um balsamo em sua alma despedaçada, era um bruxo, por mais que insistissem em dizer que ele era lixo. Sangue puro e ancestral corria em suas veias e sua mãe tinha lhe ensinado bem as artes negras. Aquele exemplar poderia lhe ser deveras útil.

E assim que pode roubou o livro, e dentre algumas mentiras e mitos ignotos ele a viu e soube que Ela era real. Passou os dias seguintes decorando sobre a vida de Bathory e decidiu buscá-la, pois se a bruxa tinha profetizado sua volta, ele estaria a seus pés quando se reerguesse.

Passaram-se alguns dias, para que a manchete de um dos jornais bruxo da região estampasse a matéria de um incêndio descomunal na instituição e que não restava sobrevivente, mas na noite anterior, um rapaz magro, pálido e determinado, seguia pela estrada sem ao menos olhar para as chamas que ardiam no prédio maldito que ficava para trás. Sua única bagagem era o livro que tinha lhe devolvido a vida.

E agora, ele estava ali, servindo a Ela, e faria o tudo que fosse ordenado. Ele, o menino sevo que se tornou o homem insano, Klaus Dymond, teve suas recompensas, soube dos responsáveis pela queda de sua família, se vingara da maioria deles, agora restavam poucos a quem cobraria sua divida e algumas delas estavam em sua frente.
Klaus olhava para elas, enquanto sua Condessa falava, ele a venerava e avaliava os tais que se interpunham entre sua mestra e o que ela queria. Iriam pagar, era uma promessa.

Sua mente doentia, há tempos só tinha lugar para pensamento de luxuria e violência, desde que fora preso no castelo e teve seu plano interrompido, sonhava por aquele dia.

Então começou. O Embate inicial e talvez final, já que ele tinha plena certeza da vitória de seus superiores e da dele mesmo. Feitiços começaram a ser trocados e ele buscou seu alvo. O alvo da vingança pessoal. Os alvos, na realidade.

As bruxas estavam a sua frente, mas longe uma da outra. Quando fazia sua escolha, um aviso foi passado a ele, por seu Mestre : - “Ela é minha, eu vou matá-la” - e por mais que desejasse ser ele o algoz daquela morte, não desobedeceria uma ordem direta.

E a escolha foi feita por si mesma, Chevalier pagaria o preço pelo que seu pai havia feito no passado, ou melhor, pelo que ele se recusara a fazer.

Feitiços errantes passavam por ele, ao longe, viu um clarão se formar e um feitiço maldito assomou, tirando a vida de um dos aliados das trevas e sedento por consumir tudo que viesse por frente. O Fogo Maldito.

Ele não se importava, poderia escapar disso sem pestanejar, mas quanto mais obstáculos fossem eliminados pela maldição, melhor. Klaus deu um passo a frente, bloqueando o caminho de Helena Chevalier.


- Tiraram alguém que eu amava de mim, agora, tirarei sua preciosa filha, Gaspar... Klaus riu. Sua risada histérica e sem alegria, soava como insanidade pura, doentia e rançosa. – “Chevalierzinha”, nos encontramos novamente e dessa vez, seu pai não terá a filha de volta.

O bruxo tomou sua varinha, empunhando-a como se fosse uma espada e Helena fez o mesmo, porém com a graça e delicadeza que lhe eram características. O bruxo riu e sentiu o gosto amargo de excitação em seus lábios, ela era poderosa, mas não páreo para ele.

Porém, outra pessoa se interpôs entre eles. Um homem, que Klaus conhecia apenas de nome, mas logo foi reconhecido como um misero empecilho, Ernest Butler se colocava a postos, de varinha em riste, bradando avisos.


– QUE DELICIA! Gritou esganiçado e agitado, diante da nova possibilidade. – Dois pelo preço de um! Minha Condessa terá duas pedras a menos no caminho, quando Eu acabar com vocês!

E sem se prender a mais palavras e diretamente indo à ação, ele atacou. Mirou os dois bruxos, era capaz de dar conta deles. O orgulho e segurança, estavam sempre com ele.

- EXPULSO! - Os dois oponentes aproveitaram o mesmo momento para atacar e Klaus se recompôs rapidamente e se protegeu. - PROTEGO!
Efeito do Expulso:
Lança uma forte pressão sobre o oponente, muitas vezes o estilhaçando.


OS OPONONETES DEVERÃO CADA UM, ROLAR UMA DEFESA E UM ATAQUE, PORÉM COM D10 E O RESULTADO FINAL SERÁ SOMADO PARA COMBATER O D20 DO ATACANTE. - ADM.

Ernest Butler escreveu:
Ernest Butler e Helena Chevalier
X
Klaus Dymond



Após a divisão de tarefas nas estufas entre professores e funcionários de Hogwarts, Ernest Butler correu para os interiores do castelo. Como poderia imaginar que uma simples visita casual para assistir a um jogo de Quadribol fosse se transformar em uma batalha, talvez uma das maiores da história do castelo?

No caminho, encontrou algumas crianças feridas entre os corredores do andar térreo. Uma menina ruiva do quinto ano, de olhos amendoados e pele pintada, estava deitada ao lado do amigo com o rosto marcado pelo rastro de várias lágrimas. Havia uma ferida exposta em uma de suas pernas. O professor pediu educadamente para que o garoto se afastasse e através de um feitiço de cura conseguiu fechar um pouco a ferida e estancar o sangramento. Não fora um feitiço digno da competência dos funcionários da enfermaria, mas agora a aluna conseguia se levantar e com a ajuda do amigo sair do castelo.

O cenário era de batalha. Gritos amedrontados e lampejos coloridos anunciavam os duelos. Crianças versus criaturas fantásticas ou contra colegas confusos ou persuadidos. Os adultos duelavam entre si. Integrantes do corpo docente tentavam liquidar bruxos aliados às forças de Bassigton e Bathory.

No decorrer de alguns minutos, Butler conseguiu adentrar o salão principal. Ele levou a mão à testa para cobrir um pouco a claridade que lhe serrava os olhos. O calor abissal era proveniente de um incêndio causado, não por fogo comum, mas por um feitiço hermético muito conhecido pelo experiente professor, o fogo maldito.

Após seus olhos se acostumarem à claridade, Butler enxergou dois corpos adultos carbonizados e jazidos no chão. Duas prováveis vítimas de um duelo fatal.

Não havia muito tempo. O fogo maldito consumia tudo que tocava e apenas dificultava a mobilidade de Butler no cômodo. Qual feitiço poderia atenuar ou até mesmo findar o incêndio? Ele era um estudioso de feitiços raros e não poderia falhar na execução. Pensou e rapidamente uma resposta se configurou em sua cabeça. Buscou sua varinha de mogno, fechou os olhos e então começou o movimento. Enquanto fazia com o braço direito três círculos de aproximadamente meio metro de diâmetro sobre o ar, balbuciava algumas palavras de origem latina. Quem chegasse no cômodo nesse exato minuto e presenciasse a cena, poderia jurar que o britânico estava fazendo uma oração. No término do terceiro círculo, quando sua mão que empunhava a varinha voltou para o ponto de partida, ele abriu os olhos, suas pupilas estreitadas, e vociferou o feitiço:

AQUA ERUCTO!

Um jorro de água começou a brotar com força da ponta de sua varinha, mas ao contrário do feitiço tradicional de conjuração, a água produzida era prateada, bela e eficaz contra o fogo amaldiçoado. Ele moveu o braço com cautela na direção do fogo, buscando, principalmente, os pontos nascentes.

Em poucos minutos o fogo foi controlado. Agora, podia-se respirar melhor no espaço. Butler terminou o feitiço exaurido e com o corpo suado, como se tivesse acabado de sair de uma luta contra o mais feroz e rebelde dragão montanhês.

Quando sua respiração tornou menos sôfrega, notou que mais dois adultos estavam presentes. Um deles era o ex-funcionário de Hogwarts, Klaus Dymond. A sua frente estava a familiar e graciosa professora Chevalier . O tom de Klaus era de ameaça e suas palavras direcionadas à professora eram hostis. Ele parecia sentir um prazer imensurável, como que se a cada palavra dita ele mordesse um pedaço da fruta mais exótica e saborosa da terra.

Diante da cena que indicava a prévia de um duelo, Butler apertou o passo e interceptou.

Melhor parar por aqui, meu caro, a fim de evitarmos piores consequências, para você, claro! – Disse Butler em sua habitual voz grave, firme, transparecendo calma e segurança.

QUE DELICIA! – Retrucou Klaus em um grito que saiu desafinado e agitado. – Dois pelo preço de um! Minha Condessa terá duas pedras a menos no caminho, quando Eu acabar com vocês!

O ex-funcionário não poupou tempo, com o braço em riste e empunhando a varinha bravejou dois feitiços:

EXPULSO!. – Gritou Klaus o primeiro feitiço para, em seguida, lançar o segundo. – PROTEGO!

Tudo aconteceu bastante rápido. Butler buscou os olhos de Helena e encontrou uma confiança recíproca. Então enrugou a testa e executou seu primeiro feitiço de defesa pensando em criar uma barreira que protegesse tanto ele quanto a francesa.

PROTEGO HORRIBILIS!

Logo após, girou sua varinha e com força na voz e no punho lançou o ataque apontando para o piso próximo aos pés de Klaus.

BOMBARDA MAXIMA!

Spoiler:

BOMBARDA MAXIMA: Causa uma explosão deixando um buraco no local atingido, ferindo e desestabilizando a vítima, dificultado seu ataque.

PROTEGO HORRIBILIS: Para se defender de feitiços mais poderosos.



Mihaita Vrajitoare escreveu:
As mãos da bruxa estavam ligeiramente trêmulas de empolgação, o show de pirotecnia feito por Bassington só serviu para aumentar a empolgação da mulher que soltou uma risada aguda e psicótica enquanto examinava os rostos das pobres almas diante dela. Todos insignificantes, mas incômodos, como pragas que deveriam ser eliminadas. A varinha sambava entre seus dedos, já não era aquela branca de outrora, feita de marfim, mas uma negra de álamo envelhecido com cerne de sangue de unicórnio, não mais utilizado, mas amplamente valorizado em varinhas de bruxos das trevas uns séculos atrás. Relíquia outrora pertencente a ela mesma, Elizabeth Bathory, agora devolvida às suas mãos pelo leal seguidor, Klaus. Ele começava a se mostrar até mais eficiente que seu amado, talvez fosse hora de rever os próprios conceitos.

Passou lentamente a língua sobre o lábio inferior, já podia sentir o gosto do sangue puro das alunas que lhe seriam entregues. Os olhos vermelhos brilharam sedentos quando o primeiro feitiço foi lançado, seu grito estridente ecoou pelo Salão enquanto a ex-professora proferia palavras quase ininteligíveis de feitiços antigos, alguns até rudimentares, mas não menos poderosos. Os trajetos brilhosos iluminavam o ambiente ao som de palavras de comando, gritos de dor e objetos quebrando. Aquilo era o paraíso, deixava Elizabeth num estado de espírito tão particular que ela queria proporcionar mais daquele sentimento de dominação e caos para si mesma. Espalhando o horror e a violência por todo o mundo bruxo, quem sabe.

Em sua mente vieram imagens agradáveis dos tempos de escuridão do mundo bruxo, em especial a inquisição, quando divertia-se torturando suas criadas para banhar-se em seu sangue ou quando praticamente montava encenações para os idiotas da igreja. Na verdade, não houve trouxa que conseguisse chegar perto de imaginar as atrocidades cometidas pela Condessa. Os únicos infelizes que conseguiram acabar com sua diversão foram os antigos aurores, que na verdade tinham outro nome na época, do qual ela não se lembrava e nem fazia questão de tal. Manteve-se entretida no meio da batalha que se sucedia lançando feitiços na "turminha da Esk" apenas para atrapalhar, não havia encontrado um oponente à altura.

Estava usando uma variação aperfeiçoada do Cruciatus em algum aluno do sétimo ano desavisado que foi ajudar os professores quando um brilho forte chamou sua atenção, não muito longe dela Klaus era atingido por uma combinação do mesmo feitiço vinda da belíssima - e da qual o sangue ainda lhe seria útil - francesa e o não menos cobiçável inglês e antigo docente em Hogwarts. Soltou um grito rouco e irado, aquele bruxo era demasiado importante, inteligente e fiel, o tipo de servo que precisava ter por perto. Viu-o ser lançado longe e então marchou a passos nervosos, seu rosto transparecia ódio e excitação, a varinha apontada para o homem.

- COMO OOOOOOUSAA?! NINGUÉM MACHUCA O MEU SERVO A NÃO SER EU MESMA!!! AAAAAAAAAAAAAHHH SECTUMSEMPRA!

Estava com a adrenalina tão alta que a sua defesa foi um encantamento antigo e fraco que lembrou-se no momento, anos sem ação faziam a Condessa de Sangue perder fácil o controle sobre si mesma em uma batalha tão importante.

Sir Arthur Bassington escreveu:Tinham enfim deixado as máscaras de lado. Obviamente mais cedo do que desejava Bassington, mas não era um problema de fato. Uma hora ou outra isso aconteceria, só lamentava que aquela fosse sua platéia.

Os aliados perderam força e animo ao verem parte do seu contingente juntar-se a ele, o Malvado. Era interessante e prazeroso ver a expressão de choque que a sua querida Subdiretora apresentava. Como poderia ser descrito? Um gato que comeu aranha e não gostou? Isso caberia bem.

Elizabeth se adiantou, suas palavras eram mais do que mereciam ouvir, mas ela se divertia fazendo isso. Era um regalo que ele não lhe negaria. “Brincar com a comida”.

Então tudo começou, seu seguidores podiam ser maus, bruxos predispostos a qualquer coisa, mas isso não significava que fossem inteligentes. Ao mesmo tempo todos se enfrentavam, entretanto, seu alvo estava cortando caminho com dificuldade por entre seus bichinhos. Ele não sujaria suas mãos com outros, queria apenas quebrar o pescoço daquela metida, que lhe devia tudo que tinha hoje e não ser apenas mais uma auror enfiada no Ministério. Se não fosse por ela e aquela Cigana de meia pataca... Tudo teria saído como planejado. O que está feito, está feito e logo Liz teria sua diversão com a Adivinha e ele acabaria com a senhora dona da verdade.


A visão da chegada de outro visitante - curioso por sinal como ele poderia saber do que passava? Não importava - fez seu sangue correr mais rápido por ver Eskarina ter seu grande momento de frustração. Sabia que ela buscava por aquele homem por anos a fio, sedenta de vingança e agora, quando o tinha em sua frente, se escolhesse por completar sua caça, a escola “pereceria”. Que interessante. Se Arthur tivesse tempo e humor, talvez sentasse e ficasse avaliando a situação, para aprender como macacos acéfalos agem sob pressão.

Foram segundos preciosos e, diga-se de passagem, previsíveis. Quando a "senhorita faço tudo certo" iria desviar do estipulado?! Que fosse! Depois de acabar com ela e colocar todos os outros sob escolha, teria sua conversa com o outro.

Um grito de raiva e um feitiço veio sem sua direção. Protegeu-se facilmente. Era ela, obviamente.

– Previsível! Acha mesmo que é páreo para mim, mulher? Uma fedelha que mal saiu das fraldas? Faça-me rir! – Arthur andava por entre o caos e destruição como se aquele fosse mesmo seu lugar. – Sempre tão cega... O que sentiu agora? Vendo seus amigos lhe apunhalarem pelas costas? Deve estar acostumada... Sempre achando-se detentora da lei, metendo esse nariz em tudo que não lhe diz respeito. Todo esse tempo, eu consegui o que vinha buscando, reencontrei minha amada, com sua ajuda, que irônico, não?

- Você demorou, mas acabou entendendo os sinais, foi até antes do que eu imaginava que seu cérebro permitisse, confesso. Porém, não importa, agora o mundo já pode saber quem somos e o que pretendemos. Sim, poder, minha cara. Se fosse mais esperta, poderia ter aproveitado a chance que lhe dei, contudo, como sempre a ralé que lhe importa e...


LANGLOCK!. Cala boca! Merlin, você fala demais e eu já ouvi muito dessa b**** toda tempo demais! Basta! Você faltou a aula na escola de Malvadões onde mandavam falar menos e fazer mais? Ah, é, esqueci, seu ego é maior que seu cérebro, e você nunca faz nada mesmo...

Arthur fora pego de surpresa. Enquanto ladrava insultos e fazia suas ameaças, achava que Esk fosse ter uma atitude aristocrática onde discutiria aquelas acusações e diria algo como: “Vamos impedir que vocês façam mal a mais pessoas” ou qualquer coisa clichê do tipo. O que mostrava que ele não conhecia mesmo Eskarina.

Eskarina MacOgma escreveu:Eskarina estava aos pratos. Lágrimas de ódio contido por anos. Anos querendo apenas uma coisa e isso tinha lhe acabado de escapar pelos dedos feito areia e água do mar. Garriman estivera a seu alcance e provavelmente era comparsa desse morcego de frutas super-desenvolvido. Por um momento, ela só quis atacar, acabar com o homem que tinha sido responsável por todas as desgraças de sua vida, porém, aquele momento não era dela.

Não era sua vida que estava em baila e sim todos os alunos do castelo, todos os seus colegas e amigos que lutavam lado a lado para refrear aquele mal que ascendia. Esk poderia nunca mais ter essa oportunidade, entretanto, sua razão falou mais alto e ela se voltou para onde devia. Arthur.

Miller sabendo da luta interna que ela enfrentava, sabendo do perigo para outras pessoas que aquele homem representava, fez também sua escolha. No momento, a luta de Eskarina era com Bassington, e ele iria atrás de Garriman.

Embora soubesse que haveria uma pequena chance do maldito búlgaro ser pego, algo em seu intimo dizia que não acabaria bem e ela não teria sua vingança e a culpa era daquele mequetrefe que cheirava a naftalina! Então, imaginem anos de ódio acumulado...

E era só isso que ela via em sua frente. Mentira, falsidade, culpa, medo, morte e ela tinha nojo de tudo aquilo e tinha que bani-lo da face da terra. Aurores não devem matar outros bruxos ou seres vivos, isso é um crime a sua alma, mas vampiros se encaixariam nesse quesito?

O momento de surpresa passou e Bassington conseguiu se livrar do feitiço, mas já não tinha mais aquela certeza no olhar. Atacou sem pensar.

– SECTUMSEMPRA! – Rosnou.

Esk se esquivou e continuou avançando.

– INCENDIO! – Chamas circularam o diretor, mas ele logo as apagou.

– EXPULSO – Esse feitiço não foi destinado à bruxa e sim a uma parte do teto que havia desabado. Pedras voaram em direção a Eskarina.

– IMPEDIMENTA! É só isso? E me disseram que você era poderoso... – De repente um barulho ensurdecedor, encobriu os gritos e sons de explosões. Um bando de pássaros negros invadia o salão. Por um momento Esk achou que fosse mais um engodo de Arthur e Mihaita, mas não, as aves – Corvos – atacaram exatamente a vampira.

Arthur desviava dos feitiços, mas um prato estilhaçou em sua cabeça. Sentiu o sangue escorrer por entre seus cabelos. Tocou o corte e em seguida buscou a fonte desse ataque infantil e suicida. Um movimento de varinha, um grito e uma menina caia em meio ao caos.

E antes mesmo que Esk pudesse fazer algo, a cena a seguir deixou Arthur sem reação, tanto quanto ela. Até alguns momentos atrás, Mihaita ou Elizabeth, estava em plena potencia de seus poderes, para de um minuto para outro, não conseguir proferir nem um escudo sequer.

Por um frívolo momento, Esk achou ter notado o violeta natural de volta aos olhos de Mihaita.

O diretor encarou sua rival e sua decisão foi rápida. Com um lampejo negro de sua varinha, as aves explodiram em penas e sangue. A vampira estava zonza, abobalhada, o que tinha acabado de acontecer, lhe assustara. Não com as aves, mas com seus poderes.

Eskarina ficou enjoada com o cheiro de sangue quente que recaiu sobre todos, e com pena também dos bichos, mas via ali um momento de fraqueza a ser aproveitado. Entretanto, Arthur reconhecera que sem sua companheira, ele não tinha a vantagem que precisava.

O ódio nos olhos sem vida do antigo diretor, ao mirar Eskarina, deixava claro que aquilo era só o começo. O bruxo vampiro pegou sua companheira, desmaiada, no colo, Zolf vinha carregando Klaus.

– Ouvira meu nome em breve, MacOgma.

E os últimos remanescentes, já sem orgulho nenhum, desaparataram do castelo.

– Pode apostar seu COVARDE! E serei eu quem vai dizê-lo enquanto te mando para o inferno! – Esk olhou ao redor. Feridos e destruição. Tinham feito prisioneiros, Bennet e Siammen estavam sendo trazidos arrastados e amarrados por aurores do castelo.

Era inacreditável a cena que viam ali. Naquela manhã era o castelo de sempre. Não imaginava que agora, um dos lugares mais encantados daquela escola estava todo destruído.

Bruxos falavam com ela, mas pareciam apenas ecos. Tudo girava. Num segundo seguinte, todos seus sentidos voltaram alucinantes. Sons. Imagens. Cores. Cheiros. O cheiro de sangue e queimado, “Carne queimada”, viraram-lhe o estomago e ela teve de se controlar para não vomitar ou desmaiar. Ela precisava ser forte. Precisava arrumar tudo.

Foi então que sentiu uma mão lhe tocar o braço e gentilmente lhe puxar para longe dos corpos de monstros e dos bruxos mortos. Era Damian Palacci. Ele entregou a bruxa um frasquinho e mandou que ela bebesse.

– Beba isso. É uma poção revigorante e que também ajuda bastante contra enjôo. – O enfermeiro respondeu a pergunta que Esk nem chegou a fazer e olhou para o lado de onde vinha o cheiro pior.

A bruxa não hesitou e bebeu de uma vez. O gosto não era bom, mas seus sentidos começaram a entrar em prumo e o enjôo foi sumindo.

– Precisamos tirar os...

– Já estou providenciando. Os elfos estão me ajudando. Fique tranquila. Estarei na enfermaria.

– Damian, por favor, prepare os mais feridos para serem transferidos hoje ainda para o St. Mungus, os outros irão para casa amanhã pela manhã. Pode deixar tudo pronto?

– Claro.

Esk apenas assentiu. Tentou conjurar um patrono por duas vezes, mas apenas na terceira conseguiu. E uma gata prateada saiu para noite velozmente, indo em direção ao Ministério.

Ernest. Charlie, Manuela, Helena, Beatrice e Tatsuya, tiravam entulho do caminho e ajudavam a colocar as coisas em ordem. Miller apareceu alguns minutos depois com uma expressão que deixava claro que alguém estava prestes a morrer.

– Não precisa nem me dizer nada. Ele sumiu. – A exasperação transbordava em sua voz.

- É bem pior. Precisamos conversar.

– Depois. – Esk deu as costas ao bruxo e começava a ir em direção aos outros. Entretanto, Miller a segurou pelo braço.

– Não. Agora. Eles podem ficar um tempo sem você. Venha.

No fundo de seu coração ela soube que algo muito ruim estava para acontecer. Aquele seu sexto sentido que lhe avisara várias vezes sobre o perigo, agora deixava um alerta de que o pior ainda estava por vir.


POSTS E AÇÕES COMBINADOS. NÃO HOUVE DADOS POR SE TRATAR DE PARTE DEFINIDA DA TRAMA

Roxy Wilson escreveu:
Continuação daqui: http://wizardsportal.forumeiros.com/t911p80-enfermaria#160338

Olha a cabeça!!

Ela já caminhara por aqueles corredores mais cedo, perto do encontro com um tal de elfo-da-bavária. Já estava tudo bagunçado, explodido, estilhaçado. Mas agora, com o escuro da noite, e o silêncio, tudo tinha um ar de desolação. Abandono. Era como se um furacão tivesse acabado de passar.

Mas esse furacão havia passado mesmo? O silêncio podia indicar que sim, mas vai que algo ou alguém pula de repente de trás de uma parede? Roxy se lembrou de deixar a varinha à mão.

Chegando às escadarias, seu plano era ir seguindo até o comunal, onde mais provavelmente havia pessoas, e segurança. E talvez não houvesse tédio né. Porém ouvia barulhos no Térreo, e isso agitou sua curiosidade. E agora, ela devia mesmo ir até a Torre? Com certeza era o mais seguro a se fazer. Já havia deixado de ir ao comunal antes, e agora estava nessa. Mas nem se arrependeu... ainda estava inteira. E os imprudentes não se arrependem enquanto algo finalmente não dá errado.

Portanto, foi no sentido da descida, indo para o Térreo, a medida que o silêncio acabava. A bagunça toda devia estar acontecendo no Salão Principal.

Antes de chegar lá, viu algo que chamou sua atenção: no meio de toda aquela desordem, um único pedaço de porcelana permanecia inteiro em cima de uma mesinha. O apoio em que estava o mantinha em certa posição quase horizontal, que deixava o desenho nele bem visível.

- Olha que prato bonito... - observou Roxy, chegando mais perto.

Era um brasão de Hogwarts, caprichosamente desenhado, com alguns escritos e datas em volta. Haviam outros, mas estavam todos quebrados agora... A menina o pegou: era grande e pesado; ela resolveu guardar para si. Era uma relíquia no meio da luta e bonito demais para ser quebrado depois. E talvez servisse para alguma coisa, já que seus feitiços não a estavam agradando tanto naquela noite. Em seguida foi finalmente ao Salão Principal.

- Whoa!

Ao chegar na porta foi surpreendida por uma nuvem de aves negras voando loucamente para todas as direções. Parecia... parecia uma coleção de Dravens! A idéia não agradou muito.

E também tudo estava preto, carbonizado, como se tivesse havido um incêndio. Coisa do dragão com certeza, bicho muito mau... Mas para alívio da menina, o bicho não estava ali.

Quem estavam ali eram os adultos. Um monte deles. Uns em pé, outros caídos. Alguns que ela conhecia, outros que ela nunca havia visto. Alguns até duelavam! Pra variar... Mas quem se importa!

- OBA, quanta gente pro interrogatório! - ela exclamou. E adentrou feliz, quase saltitante, pro infortúnio do adulto que teria de enfrentar a matraquinha irritante. Um pontinho feliz no meio do caos e do desespero.

Porém, algo no caminho a fez parar: gritos. Alguém estava bem bravo ali. Deixa eu ficar aqui atrás dessa mesa, vai que sobre pra mim.

Levantou a cabecinha discretamente, deixando só a testa e os olhões curiosos à mostra para ver o que acontecia. Sua chefe de casa Eskarina brigava feio com um grandão ali. Roxy não sabia quem era, mas sabia que já tinha visto ele em algum lugar... Sempre soube que ela brava devia dar medo... ainda bem que ela não soube da bombinha. O homem que levava a bronca também não tinha deixado por menos, e os dois berravam enfurecidos. Credo, que gente extressada...

Extressada mesmo! Tanto que logo começaram a trocar feitiços também. Hoje era o Dia Mundial do Duelo?! Mas espera aí... Aquele lá era o diretor! O cara esquisitão que só servia pra botar medo nos pobres alunos... Mas ele estava atacando a professora; falou coisas más pra ela; mesmo sendo diretor. Isso não estava certo, não não não.

Roxy se levantou e subiu na mesa, assumindo todos os riscos, mas aquele homem mau precisava de uma lição. Nem sentiu dó quando juntou força e atirou o prato tão bonito... Era por uma causa justa. Sua boa mira não a decepcionou, e o prato quebrou na cabeça dele.

- AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA... - foi o riso que não conseguiu controlar.

Quando o diretor se virou enfurecido para ela, a última coisa em que pensou foi em como ele era feio, e que a cara dele bravo era engraçada; mas não deu pra rir mais dessa.

Depois houve uma força contra ela, e um clarão de luz, antes da escuridão.

Eskarina MacOgma

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Re: Trama - Ano IV

Mensagem por Eskarina MacOgma em Sex Jan 21, 2011 6:54 pm

Eskarina MacOgma escreveu:O dia anterior parecia ter acontecido há tanto tempo. Eram já as primeiras horas da manhã, e Eskarina rumava para o Jardim Externo, não tinha pregado os olhos por nenhum segundo. Sentia-se cansada, arrasada e sem vida.

Alguns anos atrás, ela tinha pensado que nunca mais seria capaz de sentir dor tão intensa quanto aquela que sentiu quando perdeu as pessoas que mais amava no mundo. Ela estava completamente enganada.

Enquanto caminhava, tudo repassava em sua mente. Ainda não conseguia acreditar no que Thomas havia lhe contado, por mais que tivesse absoluta certeza que era verdade.

O que Garriman fizera fora mais que cruel. Fora monstruoso. Por anos, ela vinha sofrendo com mais essa mentira e agora, mais pessoas estavam envolvidas. Mas o que esperar de um homem como aquele? Se ele tinha sido capaz de usar o filho que mais “amava” para seus fins sórdidos... E no seu intimo, tinha também certeza de que a tragédia ocorrida com os Antoine era responsabilidade dele. Não sabia como poderia, mas sabia que era.

Ao passar pela porta de carvalho do salão principal, que estava aberta, quase não se conteve. Os elfos tinham limpado tudo, mas a destruição era imensa. O céu claro de uma manhã de verão despontava atrás das nuvens. Um belo dia se não fosse a ressaca do dia anterior.

Respirou fundo e seguiu. Ministeriais ainda estavam no castelo. O próprio Ministro, Edmund Sullivan, tinha acabado de deixar o local. Repórteres do Profeta estavam como abutres em cima de carcaça fresca. Esk detestava aquela gente, mas tinha de falar.

Pais de alunos estavam no castelo, a maioria tinha vindo ainda a noite. Os pacientes mais sérios tinham sido conduzidos ao St Mungus e o restante iria sair de férias alguns dias antes.

E além de tudo, Esk passava por seu inferno pessoal. Nesse momento, sua mente e coração estavam em outro País, sofrendo junto com outra pessoa. O corte estava fundo demais. A dor ainda era lacerante, mas o show tinha de continuar.

De uma hora para outra, tudo mudara. Tudo, e uma das coisas que mais ela ansiou durante esses todos esses anos, mesmo não tendo coragem de confessar para si mesma, tinha acontecido, mas de uma forma tão torta e tão quebrada que seria possível um dia consertar? Ser uma vida de verdade?

E para completar, uma nova ameaça pairava sobre todos eles.

Seus companheiros já estavam no jardim. Um tablado improvisado tinha sido arrumado no gramado e centenas de cadeiras dispostas a frente. Todos a cumprimentaram.


Eskarina foi até a frente de todos. E pediu silencio. Helena estava a seu lado, caso precisasse de algo. Os flashes das câmeras disparavam continuamente, e a Vice-diretora teve de quase gritar pedindo silencio.


– Espero que possamos ter um dia relativamente bom, mas irei direto ao assunto, ainda temos muito trabalho. - Esk respirou fundo e se viu diante de alunos e pais, oficiais e professores, todos esperando por uma resposta dela. Tanta responsabilidade.

– Como todos aqui já sabem, houve um ataque ao castelo que estava sendo preparado de dentro de seu coração. O tão aclamado Sir Arthur Bassington que ocupava o cargo de diretor dessa instituição, era na verdade um vampiro secular que só durante décadas esteve em meio a engôdos e tramoias, ora ocultando-se, ora se destacando na comunidade bruxa com intuito de conseguir realizar seus planos.

- Não sabemos ainda o seu nome real, o qual ele usava quando foi transformado ou os nomes que vinha usando desde então, por isso não temos noção da extensão dos seus feitos durante esse tempo que esteve se infiltrando. Porém, foi nesse ultimo século que ele realmente se mostrou e buscou um cargo de destaque, mas por que isso era parte de seu plano.


Um repórter do Profeta fez uma pergunta, estava ansioso por saber dos detalhes e não se importava em atropelar os fatos.

– Eu chegarei lá, mas peço que não interrompam. A história é um tanto confusa e complexa. Deixe-me continuar. – Esk fechou as mãos sobre o tablado improvisado, onde estavam um pergaminho com nomes dos bruxos que estiveram no castelo, noite passada.

– Seu intuito principal era fazer valer uma profecia, melhor, fazer realizar por completo um feitiço que sua esposa fez antes de morrer, que supostamente prenderia sua alma nesse plano até poder renascer, o restante dependia dele. Só que o feitiço não saiu como esperado e hospedeiro da alma da bruxa, sumiu ao contato de Bassington, como isso aconteceu, é um mistério. Mas a bruxa, na verdade, era também uma vampira. Uma das criaturas mais cruéis e vis que nossa comunidade conheceu em toda história. Ela era encarnada todo o mau e loucura. Tanto que foi decapitada e queimada séculos atrás.

- Elizabeth Bathory. Sim, ela foi quem o transformou. E Ela e o feitiço que ela criou antes de ser executada foi o que moveu os passos de Bassington até os dias de hoje...


Por um tempo, Eskarina contou toda a história que tinham apurado. Desde a chegada ao castelo, do por que do diretor ter escolhido ser diretor e não se candidatado a um cargo maior. Dos ataques que Hogwarts vinha sofrendo desde então.

Falou sobre o envenenamento do Mestre Bonjam, do rapto das meninas. Da chegada de Mihaita ao castelo, de Klaus. Falou sobre os professores que eram aliados do vampiro, das mortes causadas por eles e sobre todas suas suspeitas.

Um movimento na orla da floresta anunciou a chegada de outros ouvintes e Esk soube que os Centauros estavam ouvindo suas palavras e sentiu-se em divida com eles, mas era assunto para outrora.

- E tudo culminou ontem, que fomos surpreendidos pelas traição de Tyler Bennet e por isso, hoje Bassingto, Bathory e alguns de seus seguidores estão a solta escondidos em algum lugar, preparando um novo ataque, pois já tramavam se mostrar ao mundo bruxo, na intenção de nos subjugar.

Houve murmurinhos e muxoxos, todos na plateia ficaram incomodados e assustados com a premissa. E mais uma vez, Eskarina precisou pedir silencio.

– Escutem, escutem! Dessa vez, não seremos pegos desprevenidos. O ministério esta ciente do que aconteceu e do mal que está pairando sobre nossas cabeças e não vamos fingir que isso não é sério, ou ocultar nada, buscando deixar a comunidade bruxa enganada numa falsa paz. Não estamos em guerra, mas estamos sob ameaça.

- Essas duas criaturas combinam poderes de vampiros seculares e bruxos muito experientes. Já vimos um pouco do que Bassington é capaz e os registros mostram quanto Bathory era maligna. Os dois juntos novamente, pode ser a pior ameaça que enfrentamos após a guerra bruxa e Voldemort!


Muitas pessoas se benzeram ou deram gritinhos ao ouvir esse nome. A Lenda ainda acompanhava o nome, para algumas pessoas.

– Nós devemos nos preparar e é isso que essa escola fará. Não apenas ensinaremos os alunos a aprenderem feitiços, mas também a dominarem a magia a ponto de se defenderem. Vamos todos nos unir e nos tornar fortes, pois, eles estão fazendo isso nesse exato momento.

Uma pessoa perguntou como pretendiam voltar a lecionar se o castelo estava praticamente arruinado, professores mortos ou presos. Quais eram os planos?

– Não é a primeira vez que esse castelo se reergue. Digamos que seria como a Fênix. Estaremos de volta no prazo normal, o período letivo recomeça dia 01 de setembro. Só que dessa vez, estaremos mais precavidos. Passaremos as férias arrumando e cuidando dos feitiços de proteção. Não se preocupem, as cadeiras estarão ocupadas, e dessa vez, sem um crápula para escolher os funcionários.

- Alguns alunos ainda estão sendo tratados no St Mungus, mas não correm risco de morte. Perdemos o bibliotecário, Roger Waters que pereceu num duelo com o traidor Arjuna Stewart que também tombou. Foram presos, Bruce Siammen que por anos era procurado e Tyler Bennet. Eles já estão em Azkaban sendo interrogados.

- Arthur Bassington, Mihaita Vrajitoare, Zolf Kimbley e Klaus Dymond e outros que não sabemos o nome ainda, escaparam e são oficialmente procurados pelo Ministério, qualquer informação será muito útil.


– Mas se não me engano, foi ele também que escolheu você e todos esses que estão ao seu lado, deveríamos nos preocupar? – Aquele mesmo repórter estava doido por provocar Eskarina.

-A não ser que seja aliado dele. Escolher-nos foi o grande erro que Bassington cometeu. E ele ainda pagará por isso. – Nesse momento, todos os professores que estavam sentados, levantaram-se e vieram para o lado de Eskarina, como se formassem uma equipe que lutaria até o fim pelas razões certas.

– Desejo a todos férias seguras e pacificas, e não descuidem-se. Espero que possa rever meus alunos no próximo período. Até logo. – As conversas que se seguiram foram calmas e baixas. Pais conversavam com outros pais sobre as decisões que tomariam a respeito de seus filhos e todos seguiam para os portões de saída, já que os feitiços anti-aparatação foram restituídos.

Ram Bonjam vinha caminhando por entre os professores e chamou Eskarina num canto. O Bom senhor tinha uma expressão decidida no rosto sábio.

– Preciso ir, filha. No momento não sou mais necessário aqui. Vou me juntar aos monges que guardam o pergaminho e descobrir mais sobre o que houve no salão, pois desconfio que Bathory ainda pode ser detida antes de ter todos seus poderes completos.

Esk não protestou, sabia que seria mesmo necessário todo conhecimento para enfrentarem seu inimigos e Bonjam saberia onde buscá-lo.

– Mantenha-me informada e cuidado, por favor, Sabe que também é um alvo. – O velhinho riu.

– Eles que tentem, hohoho. Que Merlin esteja com vocês! – O Bruxo fez um sinal de benção para Eskarina e deu a volta, ainda ria e repetia “ Eles que tentem” enquanto saia pelo lado oposto a turba de bruxos que deixavam o castelo.

Um homem alto, careca de olhos tão claros que pareciam brancos chegou ao lado de Esk. Ela não se virou para ver quem era. Anos de convivência tornava isso desnecessário.

– E agora, Cale?Richard Cale, o chefe dos aurores do Ministério, tinha chegado no castelo com toda equipe Ministerial na noite oposta. E já estava a par de tudo que acontecera, principalmente sobre o conteúdo da conversa de Miller com Garriman e sobre os Antoines.

– Agora você vai descansar um pouco antes que entre em colapso. Foram muitas revelações e tragédias numa noite só e não há nada que possa fazer agora, ou hoje. Precisa por sua cabeça em ordem. Faça o que for necessário, tome uma poção, mas durma. Precisará estar descansada para mais tarde. Se não pode fazer isso por você, faça pela menina, que com certeza está tendo um dia tão ou até mais duro que o seu.

Esk concordou. A menina. Como se pudesse não pensar nela. Era o que mais lhe atormentava em tudo isso. Pobrezinha. Jogada no meio de um poço sem fundo de problemas e vinganças. A bruxa não conseguia pensar em nada para dizer, tentar argumentar, não havia como. Cale estava certo mais uma vez.

Deveriam dar tempo, até que as coisas pudessem ser explicadas. Agora, o que a garota precisaria era cuidado. E como Esk poderia fazer isso se estivesse em frangalhos?

– Estou indo para Paris, encontrarei com os aurores de lá e depois irei escoltar a menina até o Rancho. O menino Siammen irá para sua casa também depois de sair do St Mungus com seu pai? Certo. Esteja lá e o mais inteira que puder. Até logo.

Eskarina permaneceu calada. Viu Cale se afastar e outros bruxos virem até ela. Pediu desculpas, e saiu. Deixando todos para trás. O caminho a sua frente era como se não tivesse fim. E talvez não tivesse mesmo.

Uma nova época estava começando e pela primeira vez, Eskarina não tinha idéia do que fazer com tudo que fora jogado em seus braços. Mas de alguma forma, ela faria o seu melhor. Tinha sido essa promessa que fizera ao chegar a Hogwarts e não quebraria. E isso valia para sua vida também.


ALGUMAS INFORMAÇÕES SOBRE A MORTE DE BATHORY FORAM ADAPTADAS A NOSSA HISTÓRIA, JÁ QUE NÃO EXISTE UM RELATO FIEL SOBRE O ACONTECIMENTO.

POST QUE ENCERRA AS AÇÕES DO ANO IV, EM BREVE NOVAS NOTICIAS SOBRE A TRAMA.

Eskarina MacOgma

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